Concha y Toro

Ania Smolec 29/10/2015

5 Harmonizações Celestiais

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Com nossa comida cotidiana procuramos harmonizações saborosas e corretas, considerando o peso, aromas e textura do vinho e do prato. Mas existem algumas combinações que parecem milagres da natureza. Vamos conhecer este dueto celestial.

Como em todas as harmonizações, temos que procurar uma equivalência de texturas, pesos e notas aromáticas entre o vinho e nossa receita. No entanto, existem combinações que parecem inseparáveis, que se professam com um amor que vi mais além do terrenal. Aqui não existe “mas”. Tudo é harmonia. Temos a sensação de que estamos diante da perfeição, em um paraíso culinário, saboreando ambrosia e néctar.

Borbolhas e caviar

caviarUm elegante vinho espumante e caviar á uma harmonização realmente divina. A sensação refrescante das borbolhas de vinho e o traço suave dos “ovinhos” de esturjão, são simplesmente uma combinação sublime. O caviar de esturjão, este peixe que é comumente encontrado na Rússia, é um verdadeiro luxo e sinônimo da cozinha real. A lenda conta que os czares foram os primeiros a descobrirem esta combinação exclusiva, pois bebiam, entre campanhar e festas, quantidades imperiais de Champagne.

Esta harmonização suntuosa já se converteu em um clássico. O caviar, em si mesmo, não soa muito glamuroso, se o definimos como uma “pasta grossa de óleo de peixe de um sabor salgado com a textura de micro-boba”. No entanto, quando está em nosso paladar e se funde com um delicioso vinho espumante como o Subercaseaux Grande Cuvée, o caviar se converte em um paté aerado que enche nossa boca, brincando com absolutamente todos os nossos sentidos.

A grande graça desta harmonização está na sensação refrescante que fica após cada gole do vinho espumante. O vinho refresca e limpa o nosso paladar. Ambos componentes da harmonização têm uma textura e peso parecidos, além de seus aromas que se complementarem de maneira muito natural. A leveza da textura e a intensidade de sabores exibidos por ambos elementos ajudam a criar uma experiência perfeita.

Chardonnay e lagosta

LangostaEntre todos os frutos-do-mar, a lagosta é uma deliciosa raridade. Definitivamente não é um prato para todos os dias, mas quando chegamos a consegui-la, nos oferece uma textura fina e cremosa, e aromas delicados. Agora, se a servimos com um elegante e complexo Chardonnay como o Marques de Casa Concha Chardonnay, realmente acontece uma festa celestial em nossa boca.

A lagosta geralmente é servida com manteiga. Por isso sua harmonização óptima é com um Chardonnay guardado em barril francês, que possui notas mantegosas e de pão tostado. A lagosta tem mais peso do que outros mariscos e pede um vinho que possa fazer frente a isto, enquanto os sabores marinhos de ambos (o Chardonnay vem de Limarí mais litorâneo) vão se entrelaçando em nossa boca.

Sem dúvida é um exemplo fantástico de uma combinação complementar. Ambos elementos compartilham uma textura cremosa e boa intensidade de sabor. A acidez do vinho é fundamental para que o nosso prato tenha sucesso, contribuindo para intensificar a doçura da lagosta enquanto refrescamos e limpamos nosso paladar.

Pinot Noir e pato

pato

Uma regra bem básica nos indica que as carnes vermelhas devem ser servidas com vinhos tintos e as carnes brancas com vinhos brancos. Mas não é sempre assim. O mundo não é branco e preto. Entre as aves, o pato tem peso e estrutura de qualquer carne vermelha. É muto mais rico em gordura e proteína do que um frango. Além disso, se consideramos os temperos e cozimento, ficamos sem opção. Precisamos de um vinho tinto.

O Pinot Noir é uma cepa tinta, mas sempre nos oferece um corpo leve e delicado. Com seu estilo suculento e taninos suaves, protagoniza uma harmonização divina com o prato. Para isso recomendo especialmente o Marques de Casa Concha Pinot Noir, um vinho sedoso, fresco, com refinados aromas de frutas vermelhas.

A carne de pato  é muito potente para um vinho blanco, enquanto que com o Pinot Noir se produz uma certa equivalência em peso e estrutura. Por outro lado, sua deliciosa acidez corta os traços gordurosos e potencializa os sabores. Imaginem este vinho com uma deliciosa perna de pato cozida com laranjas e batatas. Delicioso.

Filé de carne bovina e Cabernet Sauvignon

fileteUma das harmonizações essenciais entre vinho e comida é um bom corte de carne vermelha e uma taça de vinho tinto, onde ambos se complementam e intensificam seus aromas e sabores. O Cabernet Sauvignon é uma cepa firme, carregada em taninos e perfeita para elaborar vinhos complexos e com um grande potencial de guarda. Um vino elegante, muito concentrado e expressivo como o Marques de Casa Concha Cabernet Sauvignon, sem dúvida aumenta a suculência da carne bovina e o sucesso de nossa harmonia.

Naturalmente existem muitos cortes de carne e formas de prepará-los, mas quem sabe o mais elegante seja o filé. É magro, macio e suculento, se você souber como prepará-lo bem. Agora, se acrescentamos pimenta recém moída, tem lugar um feliz encontro, pois o Cabernet Sauvignon se identifica pelas notas desta especiaria.

A harmonização é compatível, saborosa e realça a frutosidade do vinho. Prepare seu filé como você goste (apesar de que os grandes chefs somente selam a carne por alguns minutos na manteira e depois a terminam no forno, deixando a mesma rosada e suculenta). Mas o que não pode faltar é sal e pimenta recém moída. Assim, majestosamente, o nosso Marques de Casa Concha Cabernet Sauvignon se expressa em glória e desfrutamos desta harmonização feita no céu.

Foie gras e vinho doce

foie grasO foie gras é um patê de fígado de pato ou ganso. O fígado é cozido em sua própria gordura e azeites, com manteiga e uma mistura de temperos para criar um delicioso e suculento prato. É produzido em várias partes do mundo, mas os mais famosos vêm da região francesa da Gasconha e da Hungria. A lenda diz que os faraós egípcios já conheciam e desfrutavam desta iguaria há 2 mil anos antes de nossa era.

Apesar de existir alguma controvérsia sobre a forma de criar os animais para o abatimento de seu fígado, não podemos deixar de dizer que é uma verdadeira delícia e um sinônimo da alta cozinha. A forma de consumo mais básica do foie gras é simplesmente com uma torradinha e uma taça de vinho.

E apesar de que possa parecer estranho, a harmonização perfeita para este delicioso patê é um vinho doce. Por que? O sabor doce corta a deliciosa e abundante estrutura do foie gras, criando um contraponto perfeito e qeuilíbrio de sabores e texturas.

Um saboroso foie gras e um vinho doce brilhante e dourado, com aromas de damascos, flores e mel como o Concha y Toro Late Harvest, constróem uma harmonização mágica, equilibrando a estrutura gordurosa da carne e a doçura do vinho. Em nosso paladar se produz uma sensação muito sutil e extremamente fina. Simplesmente celestial.