Concha y Toro

Ania Smolec 21/04/2016

Carmenere: a cepa ilustre do Chile e suas harmonizações

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Após a praga de filoxera no fim do século XIX, quando a epidemia destruiu a maior parte dos vinhedos da Europa, especialmente na França, o mundo do vinho não escutou mais de Carmenere por muitas décadas. Antes disso, o Carmenere havia sido uma das variedades que originalmente se usava para a mistura do Bordeaux. E, asbolutamente ninguém, imaginou que esta antiga variedade podia ser encontrada no Chile.

Ninguém sabe como nem exatamente quando o Carmenere chegou no Chile, mas a teoria mais aceita diz que foi transportada da França para os novos vinhedos. Esta situação mudou em 1994, quando o ampelógrafo francês Jean Michel Boursiquot da Universidade de Montpellier, expositor do Sexto Congresso Latino Americano de Viticultura e Enologia realizado en Chile, identificou este clone tardio como Carmenere. Desde então, e sob seu nome verdadeiro, o Carmenere surgiu no cenário vitivinícola do Chile.

O Carmenere é uma variedade muito tardia. É a última a ser colhida nos vinhedo chilenos. Os enólogos da Concha y Toro colhem o Carmenere no fim de abril e início de maio. Esta variedade precisa de tempo para amadurecer e chegar em seu equilíbrio perfeito. Os enólogos destacam que o Carmenere exige muita atenção na vinícola, mas que acima de tudo precisa de condições climáticas e geológicas específicas, entre elas um bom equilíbrio entre os dias de sol e chuva, solos profundos, dias quentes e noites frias.

A Concha y Toro descobriu um lugar muito particular para cultivar Carmenere. No coração do vale de Cachapoal, em um pequeno planalto perto do Lago Rapel, se localiza o vinhedo de Peumo, com o microclima e solo perfeitos para o Carmenere. O solo aqui é profundo, com um nível de argila e areia muito proporcional. A proximidade do rio Cachapoal e do Lago Rapel contribuem para que exista um subclima mediterrâneo úmido. É simplesmente a terra perfeita para fazer que as uvas do Carmenere estejam “felizes”.

Carmenere-Port
Neste vinhedo nasce o aveludado e redondo Terrunyo Carmenere.  Este vinho é uma definição do que deve ser um Carmenere. É profundo, temperado, e de corpo médio. Sua cor é carmim. A paleta de aromas do Terrunyo Carmenere está construída ao redor de frutas vermelhas, com alguns toques de suculentos vegetais grelhados, como o pimentão vermelho doce. Outros aromas que podem ser detectados na taça são: berries, pimenta-do-reino, chocolate, café, tabaco, couro, terra e cravo-da-índia. Este vinho se caracteriza por sua estrutura sedosa e equilíbrio perfeito entre a elegância e o potencial de seus taninos. Possui uma boa estrtutura, mas ao mesmo tempo um frescor vibrante e frutal.

O Terrunyo Carmenere oferece uma linda cor, taninos suaves e sabores intensos. É um vinho que harmoniza perfeitamente com carnes bovinas cozidas em molhos de ervas, como a típica plateada chilena. Não posso imaginar nada melhor do que esta receita tradicional chilena! Pense  nesta variedade cada vez que você queira cozinhar verduras ou mesmo um prato vegetariano. Escolha receitas sem carne, mas com estrutura, como verduras grelhadas, champignons, azeitonas negras e ervas. A pimenta e o toque de especiarias do Carmenere também nos dão a oportunidade de conectar este vinho com os condimentos orientais da gastronomia indiana. Não tenha medo de experimentar com coentro, curry e cardamomo em seus pratos!

Receita fácil de um estupendo Ratatouille

Ingredientes

Ratatouille

  • 0,5 xícara de azeite de oliva
  • 4 dentes de alho (amasados)
  • 1 cebola
  • 2 beringelas
  • 2 abobrinhas
  • 1 pimentão vermelho
  • 1 pimentão verde
  • 2 tomates grandes e maduros
  • 0,5 xícara de suco de tomate ou purê tomate
  • 2 colheres de ervas: manjericão, orégano, manjerona, louro e tomilho
  • Pitada de sal e pimenta

Preparação

  1. Lave todas as verduras e corte em cubos. Para as beringelas, acrescente um pouco de sal e deixe repousar durante meia hora. Logo, limpe e seque com uma toalha de papel.
  2. Esquente o azeite e frite a beringela até ficar com uma cor dourada. Reserve em um recipiente.
  3. No mesmo óleo, frite o alho e cebola. Devem ficar suavez, e não crocantes.
  4. Agora corte os pimentões e deixe em fogo médio até que estejam levemente suaves.
  5. O seguinte passo é o suco de tomate, os tomates e todos os temperos. No final acrescente a abobrinha e a beringela.
  6. Deixe todos os ingredientes do ratatouille em fogo bem baixo, coberto e mexendo de vez em quando. O prato estará pronto quando as verduras estiverem bem cozidas e suaves, mas sem permitir que se desfaçam ou que fiquem duras ao tocar. Adorne o prato com manjericão fresco, salsinha ou azeitonas negras picadas.