Cinco dicas para aproveitar sempre de um vinho como um especialista (sem ser especialista!)

access_time 2019 · 09 · 03

Para as pesssoas que estão familiarizadas, o mundo do vinho pode ser fascinante e incrivelmente interessante. Taninos, notas de degustação, métodos enológicos, variedades, terroirs … a lista de aspectos para conhecer é interminável. Mas esses mesmos aspectos também podem ser prejudiciais quando se trata de aproximar novos consumidores ao vinho, já que, às vezes, os detalhes técnicos podem assustar e fazer com que as pessoas não sejam incentivadas a tomá-lo por medo de não usar os termos apropriados ou de beber de forma “errada”.

Portanto, deixamos cinco dicas importantes na hora de tomar um vinho, seja conhecedor ou que você esteja apenas começando, para que você possa aproveitar 100% dessa experiência sem deixar-se influenciar por preconceitos.

#1: As combinações sugeridas são apenas sugestões. Não regras.

Embora seja verdade que alguns vinhos acompanham melhor certos alimentos, as combinações sugeridas não devem de forma alguma limitar a sua escolha ao escolher qual vinho acompanhar um prato. Muitas vezes, em estarmos fechados nas coisas que os especialistas dizem, deixamos de provar novas combinações ou combinações fora do comum que talvez possamos desfrutar muito mais. Portanto, é melhor ser guiado pela intuição e experimentar diferentes vinhos com diferentes alimentos. Isso permitirá que você encontre o que mais gosta e associar diferentes sabores a diferentes vinhos.

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Uma combinação incomum que eu amo? Um bom Chardonnay com bacon grelhado. Antes de se assustarem, esperimentem: a acidez do vinho é perfeitamente complementada com a gordura do bacom, equilibrando seu sabor e criando uma combinação inesperada que promete muito. A minha recomendação? Casillero del Diablo Reserva Especial Chardonnay.

#2: Os blends são tão bons como os vinhos elaborados com uma única cepa 

Um mito generalizado é que os vinhos cortados são inferiores aos elaborados inteiramente com uma mesma cepa. Alguns até acreditam que os blends são elaborados com os “restos” de outros vinhos. A realidade é que aqui, novamente, não há regras: que um vinho seja 100% de uma uva ou de vários cortes não tem nenhuma relação com a sua qualidade. Muitas vezes, de fato, os blends são mais interessantes, pois as combinações são inúmeras e podem gerar resultados extraordinários. Se vocês não acreditam nisso, experimentem qualquer um dos vinhos da Concha y Toro Trio Reserva e depois me digam o que vocês pensam disso.

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#3. Velho mundo vs. Novo mundo: uma briga inventada

Para algumas pessoas os vinhos do Velho Mundo são uma garantia de qualidade, enquanto os do Novo Mundo precisam “estar à altura” e tentar imitar os velhos. A realidade é que esta oposição é ridícula: embora a origem das uvas influencie bastante os vinhos, o que realmente importa é como foram trabalhadas essas uvas, a partir da sua plantação até a sua elaboração. Portanto, não acredite no mito de que um vinho é bom simplesmente porque ele vem da França ou da Espanha. O Novo Mundo, liderado pelo Chile, Argentina e Austrália, possui vinhos de altíssima qualidade que tranquilamente podem estar à altura de qualquer outro. Aqui, como sempre, é uma questão de tomar sem preconceitos. 

Mas, se você ainda tiver alguma dúvida, a nossa Fine Wine Collection deve acalmá-las (o meu favorito é o Gravas Rojas, mas como é difícil escolher!). 

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#4. O preço de um vinho nem sempre é um indicador da sua qualidade

Uma verdade que custa um pouco admitir é que existe muito esnobismo no mundo do vinho, o que às vezes se traduz na crença de que o preço mais alto = maior qualidade. Mas isso nem sempre é assim: ao colocar um preço em uma etiqueta, uma grande variedade de fatores influencia, muitas vezes mais relacionadas a uma estratégia de marketing do que à própria qualidade. O mesmo acontece ao contrário: existem muitos vinhos de preços razoáveis que oferecem uma excelente relação preço-qualidade. Tudo é questão de experimentar sem ser influenciado pelos números. Se você não souber por onde começar, qualquer vinho da linha Marqués de Casa Concha oferece um grande valor pelo seu preço.

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#5. Não é qualquer vinho envelhecido que é de qualidade

É muito comum, no mundo do vinho, elaborar vinhos “guardiões”. Estes vinhos são produzidos de forma a que o seu potencial máximo de sabor e aromas não seja atingido no ano em que foi engarrafado, mas sim, alguns anos depois. Sua contrapartida seriam os vinhos jovens, elaborados para serem tomados no mesmo ano, e é por isso que eles são vendidos, geralmente, a um preços mais acessível.

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Embora seja verdade que muitos dos melhores vinhos do mundo são vinhos de guarda, isso não significa que eles sejam sempre mais apropriados ou aqueles que melhor acompanhem uma refeição. E o mais importante: que um vinho seja envelhecido não garante um grande sabor ou qualidade. Então, se você for fazer uma inversão, tenha certeza de que seja em um vinho que vale a pena esperar (e o dinheiro!). Com qual eu começaria? Um Carmín de Peumo Carmenere 2016Embora eu deva advertir que vocês terão que ter paciência, pois, de acordo com os nossos especialistas você pode beber eles até o ano de 2028. A pergunta é: alguém aguenta?

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