Clean eating e vinho

access_time 2019 · 08 · 09

Comer limpo? Comer saudável? Não, não estou falando nem de comida “light”, nem “vegana”. Então, o que seria Clean Eating? É um novo foco, saudável e essencial, que diz respeito aos nossos alimentos. 

Muita gente pensa que a comida limpa é cara, sem sabor e difícil de preparar todos os dias, principalmente quando temos que alimentar uma família inteira. Os amantes do vinho, por outro lado, dizem que dificulta as harmonizações. Hoje quero acabar com esses mitos urbanos e apresentar um verdadeiro guia para comer de forma limpa e ao mesmo tempo saboreando os vinhos. 

O que é a “comida limpa”?

Primeiro, temos que deixar claro: não é um tipo de dieta, e sim um estilo de vida. Vocês podem seguir algum programa específico que exclui algum tipo de produto, como as tendências vegetarianas ou macrobiótica. Procurar as proteínas nas plantas ou comer Paleo, ou seja, omitindo todas as leguminosas, cereais e lácteos. É uma coisa muito pessoal. Depende de nossas necessidades e gostos. No entanto, há um denominador comum de muitas dietas, desde as mais pós-modernas até as mais tradicionais, entre as quais a dieta mediterrânea ainda encabeça a lista: é a proibição de comer alimentos processados. Simples assim. 

A comida processada implica em uma série de fatores: vem em lata, em pó (comida instantânea) ou congelada, contém um alto grau de sódio e/ou corantes, aromas artificiais, aditivos e conservantes, alimentos GMO (organismos geneticamente modificados) e refinados. Apesar de serem densos em calorias, estes produtos em geral são nutricionalmente vazios, mesmo se foram “fortificados” com vitaminas e minerais. Isto, simplesmente, não é o mesmo que colhê-los de suas fontes naturais. 

Uma das regras mais importantes do clean eating é recusar os açúcares processados e os adoçantes artificiais. Não há nada como o açúcar que recebemos da Mãe Natureza: mel de abelhas, xarope de ácer (Maple Syrup) e fruta desidratada como figos e tâmaras. 

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E o vinho?

O famoso cientista Luis Pasteur disse que o vinho é a bebida mais saudável e higiênica do mundo, obtida da fermentação do mosto ou suco da uva. O processo de fermentação é produzido pela ação metabólica das leveduras, que transformam os açúcares naturais e os ácidos dos frutos da Vitis vinífera em álcool. 

Além disso, o vinho também contém outros compostos que provém da uva, como taninos, antocianinas e o misterioso resveratrol. Este último traz diversos benefícios para nossa saúde e bem estar. Lembrem-se da dieta mediterrânea ou paradoxo francês. O consumo diário e moderado de vinho é parte de uma dieta saudável e limpa. Como é um alimento fermentado, o vinho melhora a micro flora bacteriana de nossos intestinos.  

Há vozes que dizem “vinho, sim”, mas apenas natural ou biodinâmico pela famosa questão dos sulfitos. Não estou de acordo com a ideia. O vinho convencional tem os mesmos valores “saudáveis”, pois na maioria deles o conteúdo de sulfitos é francamente mínimo. Se vocês querem falar de sulfitos, não se esqueçam de que as passas e os queijos têm muito mais sulfitos que o vinho para sua conservação. 

O segredo para beber vinho no almoço ou jantar é a moderação e uma correta hidratação. Sempre bebam água para hidratar o corpo. Para cada taça de vinho, eu tomo um copo de água. Assim diluo o conteúdo alcoólico e previno dores de cabeça. Nunca falha. 

 

Harmonização com vinho quando comemos limpo?

Não mudam muito as harmonizações entre vinhos e pratos saudáveis; as mesmas regras são aplicadas. Só para lembrar, temos que procurar uma sinergia e complemento entre dois componentes similares ou opostos. Por isso, antes de nossa crucial escolha, temos que considerar os aromas/ sabores e o peso/ estrutura da comida e o vinho. Por exemplo, uma sopa de abóbora com crocante de frutas secas torradas com um delicioso Marques de Casa Concha Chardonnay

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Não podemos nos esquecer de que os vinhos têm estruturas diferentes. Podem ser de corpos leves, médios ou firmes. Isso depende da quantidade de álcool e taninos. Quanto mais corpo tem o vinho, mais peso e estrutura deve ter o prato. Uma salada com arroz integral e feijão azuki harmoniza com um Casillero del Diablo Merlot, enquanto uma salada de massa com tomates cherry, pesto e um bom queijo parmesão vai melhor com um Marques de Casa Concha Rosé

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É impossível se entediar se incorporamos sabores diferentes, se utilizamos ervas aromáticas e especiarias para preparar sopas, saladas ou ensopados. A comida limpa, na verdade, não é outra coisa além de comida fresca e caseira! Comam o que quiserem, mas cozinhem vocês mesmos e, por favor, leiam os ingredientes dos alimentos processados. Você vai se surpreender!

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