Guia para entender o rosé

access_time 2020 · 06 · 11

Quem nunca se sentiu atraído pela bela cor rosada de uma taça de vinho frio para ser bebido ao entardecer de um dia de verão? Embora os rosés sejam sinônimos de calor e varanda, sua versatilidade e facilidade para serem bebidos convidam você a saboreá-los em uma infinidade de ocasiões. Sem ir mais longe, não são vinhos para serem guardados. Sua principal qualidade é a fruta fresca e foram feitos para serem bebidos imediatamente. Aqui está tudo o que você precisa saber para desfrutar um rosé.

Os vinhos rosés não são uma moda. Na verdade, as primeiras parreiras na famosa região da Provença – a região vinícola mais antiga da França e de onde é proveniente a maior produção de rosé deste país – foram plantadas pelos gregos há mais de 2600 anos. Acredita-se que a cor dos vinhos tintos, naquela época, era na verdade… rosada.

 

Por que rosa?

Em palavras simples se poderia dizer que os rosés são algo como vinhos brancos feitos de uvas tintas. Vale lembrar que na casca da uva é onde estão os pigmentos que dão cor ao vinho: o suco de uva recém-prensado é transparente, mas vai adquirindo a cor ao ser macerado com a casca. Quanto mais tempo o vinho passa em contato com a casca da uva, mais escura será a cor rosa e quanto menos tempo, mais clara. Dessa forma o enólogo pode decidir sua cor final que, geralmente, varia de tons damasco ou de casca de cebola, passando por diferentes tonalidades até cores semelhantes às de uma cereja ou framboesa.

 

Variedades e aromas

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Embora apenas uma variedade de uva possa ser utilizada (como o Syrah no caso do Casillero del Diablo Rosé), as assemblages são muito comuns.
Cinsault, Grenache, Cabernet Sauvignon, Carmenère, Syrah, Mourvèdre, Carignan e Pinot Noir são apenas algumas das variedades utilizadas para a elaboração de rosés. E ainda que existam nuances entre suas cores e sabores, dependendo das cepas, os vinhos rosés se caracterizam por sua semelhança com os tintos de corpo leve, porém com sabores mais frescos e crocantes. Neles são comuns as notas de morango, cereja, framboesa, frutas cítricas, aipo e melão, além de delicadas notas florais. Tudo dependerá também do método através do qual foram elaborados.

 

Seus estilos

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Quando o suco da uva é deixado em contato com suas cascas, falamos de maceração. Este é o método mais comum para se produzir um rosé e é a forma como estes vinhos são feitos na Provença. Uma vez que o vinho adquire a cor desejada -usualmente após uma maceração que não exceda 20 horas – suas cascas são descartadas e a fermentação termina da mesma forma que para um vinho branco. Estes rosés são vinhos de perfil mais seco, com acidez acentuada, vibrantes e com tonalidades pálidas que lembram o damasco. Como ocorre com os deliciosos Concha y Toro Rosé e Marqués de Casa Concha Rosé. Elegantes e ideais para todo tipo de situação, ambos vinhos contam com uma presença importante da variedade Cinsault do Vale do Itata, que lhes confere um caráter único, de muita fruta fresca e textura macia.

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Outro método utilizado é o saignèe, que em português significa “sangria”, e que é um derivado dos vinhos tintos robustos. As uvas são colhidas com a intenção de produzir um vinho tinto, sendo prensadas para obter o suco. Porém, uma parte deste é enviado para outro recipiente para finalizar sua fermentação e terminar como um rosé. São vinhos com cores e sabores mais intensos, de grande concentração de fruta e maior estrutura em boca.

Também existe um método menos comum que é a mistura de variedades brancas e tintas. Especificamente, acontece quando um pouco de vinho tinto é adicionado a um vinho branco, tingindo o mesmo e lhe dando um tom rosado. Esta técnica é utilizada na região de Champagne onde a mistura de Pinot Noir e Chardonnay é amplamente utilizada para produzir seus espumantes rosés. No entanto, este método também é utilizado em outras regiões vitivinícolas onde não existem normas estritas.

 

Temperatura ideal

Na hora de bebê-los, sua temperatura ideal está entre 10 e 15 °C. Para isso, basta resfriar a garrafa por algumas horas na geladeira ou dar um golpe de frio de 30 minutos no freezer. Para quem gosta de adicionar gelo, na verdade isto não é recomendado, uma vez que o vinho perderia a maior parte de suas qualidades.

 

A melhor maneira de acompanhá-los 

Sua versatilidade de estilos também se reflete na hora de servi-los pois são ideais para acompanhar diferentes refeições. Harmonizam perfeitamente com quase tudo. Por serem frescos e leves, combinam muito bem com pratos asiáticos, como o sushi ou os rolinhos primavera vietnamitas. Graças a seu caráter frutado, também podem acompanhar receitas picantes como um curry verde tailandês. Ademais, como normalmente são servidos frios, funcionam muito bem em churrascos para acompanhar um frango e peixes grelhados ou com um aperitivo na varanda, como uma tábua de queijos e charcutaria. E você, já pensou com o que vai servir sua próxima taça de rosé? 

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