Q&A Massimo Leonori

Massimo Leonori é muito mais que um Mestre dos Sentidos. O sommelier-chefe da Concha y Toro respondeu nosso questionário e compartilhou detalhes sobre sua interessante trajetória no mundo enogastronômico, sua paixão pelo vinho e por sua profissão.  Saiba mais nesta nota!

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1- O que despertou sua paixão pelo mundo do vinho? 

Várias gerações de minha família se dedicaram à produção agrícola e vitivinícola. Por exemplo, meu avô paterno era artesão em construção de barris para vinho. Cresci imerso no mundo do vinho e culinário, o que fez com que eu desenvolvesse, desde uma idade precoce, uma grande paixão pela enogastronomia. 

2- Qual foi o primeiro vinho que você tomou quando atingiu a idade legal? 

Com certeza foi antes de ter a idade legal para fazê-lo (risos). Os primeiros vinhos que tomei foram os produzidos por meu pai, meus tios e meus avós em suas casas. Vinhos artesanais, rústicos, mas igualmente muito saborosos.

3- Você tem alguma lembrança especial/mágica vinculada ao vinho? Qual?

Na verdade, tenho muitíssimas lembranças lindas vinculadas ao vinho. É difícil escolher. 

Lembro com prazer uma vez que meu melhor amigo e sócio de negócios na Itália me surpreendeu com uma garrafa de Sassicaia 1997. Esse sim que foi um momento especial! E também um deleite para meus sentidos.  

4- Como seus gostos evoluíram no mundo do vinho? 

Degustando, degustando e degustando… Ainda continuam evoluindo. Ao provar muitos vinhos de diferentes procedências e características as preferências de cada pessoa vão sendo definidas. As minhas hoje estão orientadas para vinhos de caráter fresco, com sentido de origem, boa tensão e vibrantes, não muitos pesados e que sejam fáceis para tomar.  No mundo do vinho, porém, você nunca termina de aprender.

5- O que levou você a decidir ser sommelier?

Sempre senti uma forte paixão pelo setor de alimentos e bebidas, o que me levou a empreender e trabalhar toda minha vida neste ramo. Em algum momento pensei que seria um plus ter um título em algo que me apaixona, embora não pensava em me dedicar completamente ao vinho como agora. 

6- O que é o melhor e o pior de ser um sommelier? 

O melhor de ser um sommelier é que sempre estou em contato com o público. O vinho é um elemento social e cultural e o sommelier cumpre um papel educativo importante em torno do vinho e da comida. O pior é que você já não se conforma em beber vinhos básicos e fica muito caro tomar.

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7- Quando você se reúne com os amigos , qual é o vinho que não pode faltar?

Isso depende muito da ocasião e da comida. Um bom vinho italiano, um cabernet do Maipo ou um chardonnay de Limarí são minhas escolhas habituais.

8- Por que a Extraordinária Colheita 2018 é especial para você e o que espera que a gente aprenda/descubra sobre ela?

Durante a vindima sempre vou até a adega e bebo todos os vinhos do ano com os enólogos. Em 2018 fiquei realmente impressionado pois todos os vinhos estavam incríveis! Foi realmente muito especial, nem sempre acontece isso. Os consumidores vão apreciar os vinhos desta safra. Apresentam uma expressão frutal muito intensa, junto a um excelente equilíbrio e complexidade. São vinhos pelos quais irão se apaixonar. 

9- Como considera que tenha influenciado em sua trajetória profissional ter viajado pelo mundo inteiro promovendo a Extraordinária Colheita 2018? 

Acredito que tenha sido e que continua sendo uma linda experiência, que me deu a possibilidade de expressar plenamente minhas capacidades e habilidades. 

No ano passado viajei para muitas cidades dos Estados Unidos – Nova Iorque, Miami, Tampa, Orlando, Nova Jersey, Denver, Dallas, Houston, San Antonio, Austin- e fiquei gratamente surpreendido com a boa recepção tida pela Extraordinária Colheita 2018 neste país. Dentre os excelentes comentários que recebi, lembro o de um senhor que estava maravilhado com a experiência “Challenge your Senses”. Dizia que lhe parecia desafiante, divertida e que era uma experiência imperdível para qualquer fanático do vinho. Outro que me lembro foi o de uma senhora no Texas. Me disse que lhe parecia uma proposta muito interessante de parte da Concha y Toro e que era muito diferente do que estava acostumada. 

10- Qual é seu vinho preferido da Extraordinária Colheita 2018? Por quê? 

O meu favorito é o Marques Cabernet Sauvignon 2018, um vinho com uma personalidade única, de grande equilíbrio, frescor e complexidade, um vinho que conta de onde vem, sem equívocos. É a expressão perfeita do Cabernet Sauvignon do Alto Maipo, um lugar privilegiado para esta variedade.

11- O que torna uma pessoa um Master of Senses?

É necessário paixão, muito treinamento, dedicação e constância para ser um Master of Senses. Além disso para manter uma sensibilidade extraordinária é preciso levar uma vida sem excessos.

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12- Em sua longa trajetória, o  que você diria que é fundamental para triunfar no mundo do vinho? 

Muita paixão e amor pelo vinho e pela gastronomia, que sempre andam lado a lado. Também é necessário ser um bom comunicador para transmitir esta paixão e educar os demais. O vinho é parte de nossa história e de nossa cultura. Se isto pode ser transmitido e se se consegue emocionar as pessoas ao tomarem uma taça de vinho é uma vitória!   

 

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