Um ano no vinhedo

access_time 2020 · 01 · 06

Quando imaginamos os vinhedos geralmente pensamos em uma vista idílica, em uma tarde de verão perfeita, com luz dourada, folhas verdes e cachos de uvas suspensos nas videiras. É apenas um dia, um magnífico dia, mas não nos podemos esquecer que a videira possui um ciclo anual e atravessa por muitas mudanças durante todo o ano.

Cada safra é diferente e se expressa no vinho. O resultado final pode ser visto, sentido em seus aromas e sabores. No entanto, por que chamamos certas safras de extraordinárias? Quais são os fatores que influenciam? Convido vocês a viajarem no tempo, a serem testemunhas de um ano nos vinhedos.

Vamos começar pelo básico. Temos alguns fatores que são constantes, tais como a localização do vinhedo, suas condições geológicas, tipo de clima (continental, costeiro, mediterrâneo, etc.) e diferentes cepas que crescem nos vinhedos. 

E quais fatores são variáveis? Naturalmente, alguns parâmetros climáticos: número de dias de sol, quantidade de precipitações ou estiagem, presença de condições extremas e incomuns, como geadas, granizo, ventos fortes, etc. 

Estes fatores, todos juntos, decidem a qualidade da vindima. Concha y Toro, neste sentido, foi abençoada em 2018 com um ano perfeito e definimos esta colheita como extraordinária. Gostaram do Marques de Casa Concha Carmenere 2017? Tenho certeza de que sim, pois é um vinho sedoso e elegante. Porém, ao provarem o mesmo vinho da Extraordinária Colheita 2018 irão sentir a diferença. Uma explosão aromática, equilíbrio, notas de frutas vermelhas e, acima de tudo, uma fantástica expressão do vinho na boca. 

Inverno

A temporada inicia durante o inverno, quando as vinhas dormem. No inverno de 2017, que é o começo de nossa extraordinária colheita, os vinhedos receberam uma chuva agradável. A chuva andina oxigena os solos e é por isso que as raízes das videiras possuem reservas de água para os meses futuros. Também é mais fácil para elas absorverem os nutrientes presentes no solo. 

Embora a videira no inverno pareça estar completamente adormecida, não se enganem. No interior existe vida. Este é um bom momento para realizar limpezas e mudanças que ajudem a planta a renascer na primavera. 

A prática mais comum nos meses de inverno é a poda, essencial para a qualidade da safra. Regula o crescimento, promove a produtividade e estimula a boa maturação. A poda começa imediatamente após a colheita, logo que as folhas começam a cair.

Seu principal objetivo é estimular a seiva a fluir em direção aos brotos. É necessária uma distribuição uniforme da seiva nos brotos para um crescimento vigoroso. Porém, o excesso de seiva pode comprometer a produtividade. Idealmente, deveria existir um bom equilíbrio entre vigor e produtividade, dois requisitos conflitantes que não são facilmente conciliados.

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Primavera

Na primavera as plantas estão despertando da hibernação. Inicia o trabalho de amarração. Os brotos se enrolam ao redor dos cabos de suporte e logo são unidos com arame coberto de papel ou outra fixação biodegradável. A amarração é executada à mão e exige dedos ágeis. 

O primeiro trabalho de primavera é dessangrar as videiras: eliminar os brotos não frutíferos (“netos”). Isto estimula a videira a enfocar sua energia nos brotos férteis. A meados da primavera (maio no hemisfério norte, novembro no Chile) os brotos apresentam 50 cm de comprimento. Agora devem ser levantados do solo e unidos verticalmente aos cabos que se encontram a cerca de 30 cm acima dos cabos de suporte principais.

Este posicionamento vertical dos brotos é o que dá às videiras sua arquitetura. Junho ​​/ dezembro é o momento de fixação e separação dos brotos com a aplicação de grampos aos cabos. Isto evita que as folhas se amontoem entre si, permitindo a máxima penetração da luz e também promovendo a circulação de ar que evita a podridão. 

O clima desempenha, neste momento, um papel decisivo na qualidade do cultivo. A primavera de 2018 foi um verdadeiro privilégio: quase sem chuvas e com temperaturas bem equilibradas, de dias cálidos e ensolarados e noites mais frescas. As videiras tiveram condições perfeitas para florescerem e desenvolverem seus frutos.

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Verão

Durante os meses de verão, justo quando as uvas começam a mudar de cor (pintor), estas são observadas e controladas. Cada safra é diferente em termos de maturação da uva, níveis potenciais de álcool e acidez natural, sendo por isso essencial escolher o momento adequado para a colheita. No verão de 2018 observamos uma grande oscilação das temperaturas, com dias secos e noites frescas. Esse é um fator fundamental para que as uvas mudem de cor e amadureçam em seu próprio ritmo lento.

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Outono

Durante o ano inteiro esperamos pelo momento da colheita. E aqui estamos com as uvas prontas para serem colhidas. Durante a colheita 2018 as temperaturas foram moderadas e as noites e manhãs muito frescas. Isso foi muito importante especialmente para a safra de variedades tintas, que se caracterizam por apresentarem uma explosão aromática que convida a provar vinhos de grande expressão floral e frutada, equilíbrio e complexidade.

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Descubra a Extraordinária Colheita 2018 nas variedades Cabernet Sauvignon, Merlot, Carmenere, Pinot Noir, Malbec e Syrah de Gran Reserva Serie Riberas, Casillero del DiabloMarques de Casa Concha y Trio!

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