25 anos do redescobrimento do Carménère

Em 24 de novembro é celebrado o Dia Internacional desta cepa que representa o Chile em todo o mundo e que é motivo de orgulho nacional

A variedade de uva Carménère é originária de Burdeaux, França, e durante séculos foi cultivada somente nessa região do país galo. Porém, no ano de 1860 o mundo do vinho se viu sacudido por uma brutal e mortífera praga: a filoxera. Este minúsculo inseto, que afeta as raízes e folhas e absorve a seiva das videiras, levou esta cepa à extinção na França. 

A meados do século XIX, houve no Chile um intenso processo de transformação vitícola: as tradicionais videiras espanholas foram substituídas pelas nobres francesas. Entre os exemplares introduzidos, havia alguns oriundos de Burdeaux. E foi assim que, sem sequer ser percebido, o Carménère foi adotado no Chile sob a falsa aparência de um Merlot “chileno ou tardio” – dado que os cachos podiam ser colhidos somente no outono. 

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Já no ano de 1994, algo chamou a atenção do ampelógrafo francês Jean-Michel Boursiquot enquanto percorria um vinhedo chileno durante o período de floração: a pigmentação vermelho-alaranjado dos brotos das folhas. Sem dúvida essas videiras eram de Carménère!  

Após exaustivos estudos das plantas – foi realizado inclusive um teste de DNA –, foi possível demonstrar que a afirmação de Boursiquot estava correta. No Chile o que se conhecia como Merlot tardio era nada mas nada menos que Carménère. Esta notícia causou um grande impacto na comunidade vitivinícola mundial e foi o pontapé para posicionar esta cepa como emblema do Chile. 

As boas características do terroir de Peumo – solos profundos com uma primeira camada de argila que retém a umidade e que permite à videira estar ativa até o fim de maio, que é quando se colhe o Carménère, além de controlar seu vigor e crescimento; dias quentes e noites frescas; a influência do rio Cachapoal que permite uma maturação mais lenta da uva – resultaram em grandes vinhos Carménère. A seguir citaremos alguns deles: 

  • Carmín de Peumo, o primeiro Carménère ícone do Chile: Este vinho, elaborado com videiras de estacas pré-filoxera, é profundo, concentrado, de longo final na boca e no qual se destacam certos matizes típicos de Peumo: notas a grafite, limo e minerais. É ideal para acompanhar comida italiana sofisticada e queijos secos.
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  • Gran Reserva Serie Riberas Carmenere: Este exemplar também é produzido com uvas provenientes de um vinhedo que se estende ao longo do rio Cachapoal. Isto se traduz em uma vivaz acidez graças às brisas que sopram nas ribeiras deste rio. Dado que Gran Serie Riberas Carménère é sedoso e se caracteriza pela presença de notas a frutas vermelhas, é uma excelente opção na hora de harmonizar carnes acompanhadas de molhos agridoces.
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  • Marques de Casa Concha Carmenere: Caracteriza-se por ser um vinho equilibrado, de taninos firmes e de marcada acidez.  Por isso, este Marques de Casa Concha é perfeito para ser saboreado junto a carnes como o cordeiro, cervo ou javali ou woks de carne e legumes. 
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