9 de September de 2026
Centro del Vino Concha y Toro inaugura nova instalação artística inspirada no rio Maipo
Um ano após sua abertura, o Centro del Vino Concha y Toro apresenta uma nova forma de se conectar com o território que dá origem a um dos vales vitivinícolas mais emblemáticos do Chile. A obra, composta por dez sinos de cerâmica que emitem sons ao entrar em contato com a água, interpreta as principais montanhas da bacia do rio Maipo e propõe uma experiência interativa inspirada na paisagem, na água e na identidade do vale.

No marco de seu primeiro aniversário, o Centro del Vino Concha y Toro celebra sua consolidação como um dos destinos de enoturismo mais relevantes do Chile com a incorporação de uma nova instalação artística: “Al río Maipo”. A obra, desenvolvida pelo artista chileno Clemente McKay em conjunto com o escritório de museografia Amercanda e o ateliê de implementação de design e tecnologia Second Layer, convida os visitantes a vivenciarem a conexão com o território, as montanhas e o fluxo de água que dá vida ao Vale do Maipo, constituindo uma contribuição para o patrimônio histórico e cultural do Chile e da região central do país.
Localizada na Bodega Concha y Toro, espaço patrimonial e ícone da Plaza Concha y Toro, a instalação é composta por dez sinos de cerâmica suspensos sobre um espelho d’água de 11 metros de comprimento que remete ao curso do rio Maipo. A experiência foi concebida para a interação direta do público: por meio de pedras arredondadas recolhidas das margens do próprio rio, os visitantes acionam os sinos, que descem em direção à água e produzem diferentes sonoridades ao serem submersos.
Clemente McKay, artista chileno de 28 anos, dedica-se há oito anos à pesquisa e ao desenvolvimento de instrumentos musicais aerófonos em cerâmica, inspirado pelo legado dos povos andinos pré-colombianos que trabalharam essa técnica por mais de 2.000 anos. Em 2024, após uma viagem à Itália, incorporou a essa investigação a forma do sino europeu, dando origem às “Campanas de Agua”, uma nova linguagem artística que estabelece um diálogo entre ambos os patrimônios como expressão do que o artista denomina neossincretismo.

“Assim como em seu passado pré-colombiano, a arte dos sinos d’água integra profundamente os quatro elementos. A cerâmica é terra e fogo, porque o barro necessita do fogo para ganhar forma; também está presente a água que circula em seu interior e que, por sua vez, ativa o ar que faz o instrumento funcionar”, explica Clemente McKay.
E acrescenta: “Nesta obra buscamos representar a sacralidade das montanhas como fontes de vida e guardiãs do território. É um convite ao cuidado e ao sentimento de pertencimento a um vale cuja vitalidade depende dos generosos fluxos de água que nascem em geleiras e fontes andinas.”
Cada sino traz gravado o nome de uma das dez montanhas que marcam a geografia do Maipo. Entre os picos representados estão o Cerro Manquehue, o Cerro El Plomo, o Vulcão San José, o Vulcão Tupungato e o Cerro Castillo, entre outros.
A abertura deste novo espaço ao público está prevista para setembro de 2026 e projeta-se como uma contribuição cultural para a comuna de Pirque, com um componente educativo voltado para aproximar a arte de novos públicos.

“Desde sua concepção, o Centro del Vino foi pensado para ir além do vinho e reunir em um só lugar nosso legado histórico e patrimonial, a riqueza da arte e da cultura chilena, a conexão com a natureza e experiências imersivas que convidam à descoberta das origens da nossa vitivinicultura. Estes sinos d’água sintetizam essa visão: representam os picos andinos que cercam o Vale do Maipo, fundamentais para nossa vitivinicultura e origem das águas que dão vida a este território. Por meio desta obra, buscamos convidar nossa comunidade a experimentar essa conexão com a paisagem, a história e a cultura de uma maneira participativa, sensorial e profundamente educativa”, afirma Isabel Guilisasti, Vice-Presidente de Vinhos Finos e Imagem Corporativa da Viña Concha y Toro.
Inaugurado em julho de 2025, o Centro del Vino faz parte da estratégia da Viña Concha y Toro para projetar o Chile no cenário global do enoturismo. Em menos de um ano, transformou-se em uma plataforma de experiências de alto nível que recebeu visitantes de projeção internacional como Dua Lipa, Bad Bunny, Aurora, HYDE e Zeta Bosio, entre outros, consolidando-se também como um novo polo cultural no Vale do Maipo.
Com mais de 12 mil metros quadrados, o percurso propõe uma viagem imersiva pelas origens do vinho chileno por meio de uma rota museográfica que combina instalações audiovisuais, peças históricas e experiências sensoriais. Um de seus principais destaques é “El Origen de una Leyenda”, experiência que culmina na histórica adega subterrânea Casillero del Diablo, onde ganha vida uma das narrativas mais emblemáticas do vinho chileno.