Concha y Toro

Francisca Jara 16/09/2021

Notícias CyT

Cinco espécies protegidas que habitam o bosque de esclerófilas da Concha y Toro

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Como parte do Programa de Conservação de Florestas Nativas da Viña Concha y Toro, cujo objetivo é desempenhar um papel ativo na proteção dos bosques endêmicos que estão nos terrenos da vinícola, foi feito um inventário da biodiversidade de cada propriedade com o propósito de proteger, entre outras coisas, a flora e a fauna nativas. Procura-se preservar, principalmente, as espécies mais vulneráveis e ameaçadas da região central do Chile, onde se concentra cerca de 70% da riqueza de espécies do país. Também é nesses lugares que a Concha y Toro possui e protege 4.272 hectares de floresta nativa mediterrânea. Mas você sabia que a nível mundial somente 1% da vegetação mediterrânea é protegida?

Apresentamos aqui cinco espécies dos reinos vegetal e animal que estão em risco de extinção e que habitam os terrenos onde são cultivadas as uvas de vinhos como o Casillero del Diablo Merlot e o Gran Reserva Serie Riberas Cabernet Sauvignon.

Gato-chileno (Leopardus guigna)

Ph: La Vanguardia

É o menor gato selvagem das Américas: tem a metade do porte de um gato doméstico. E infelizmente também é o mais ameaçado. De cor amarelada com manchas redondas escuras, habita bosques, matagais e vive principalmente em árvores, onde gosta de tomar sol. Endêmico da Argentina e do Chile, neste último é encontrado entre as regiões de Coquimbo e Aysén. Para evitar a presença humana, prefere sair caçar à noite, procurando perdizes, pombos e insetos. Ainda assim está sob ameaça, pois muita gente os mata.

Nos campos de Idahue e Palo Santo (da região de Marchigüe e San Vicente de Tagua Tagua, respectivamente), onde é proibido caçá-lo, o gato-chileno vive livre entre matagais, bosques de ladeira e quebradas.

 

Rã-chilena (Calyptocephalella gayi)

Ph: Ladera Sur

Você sabia que este anfíbio endêmico do Chile também é considerado um fóssil vivo? Em 1741 o francês Louis Feuille descobriu o girino da rã-chilena, mas ao compararem com registros fósseis da última era do gelo (há 2,5 milhões de anos), perceberam que seu aspecto tinha mudado muito pouco em relação às rãs daquela época!

Apesar de ser encontrada geralmente desde a região de Coquimbo até a região de Los Lagos, em bacias de rios e pântanos, a modificação destes ambientes resultante da sequia, a industrialização e a poluição têm afetado duramente a rã-chilena, que vem perdendo seu habitat e está começando a desaparecer. De fato, hoje está em extinção na região centro-sul do Chile. Na propriedade de Idahue, de onde são provenientes por exemplo as uvas do Gran Reserva Serie Riberas Malbec, foi registrada nos reservatórios de água para a irrigação.

 

Chagual (Puya chilensis)

Ph: Ladera Sur

Esta planta suculenta nativa do Chile, que cresce ao longo do litoral, em matagais e florestas de esclerófilas entre as regiões de Coquimbo e Bío-Bío, é outra espécie ameaçada registrada em uma das propriedades da vinícola no vale do Maule. Similar a um cacto, pode atingir 3,5 metros de altura e chama a atenção devido à sua roseta de flores amarelas. Além disso, a árvore é o habitat natural da borboleta-do-chagual (Castnia eudesmia Gray), a maior de sua espécie no Chile, que põe ovos nas folhas do chagual e se alimenta exclusivamente desta planta. O chagual atualmente está ameaçado devido à extração para o consumo humano, entre outras coisas.

 

Lagartixa-lemniscata (Liolaemus lemniscatus)

Ph: Ilustralonch

Este pequeno réptil que não mede mais de 15 cm de comprimento é outra espécie endêmica vulnerável, e tem sido registrada na propriedade Villa Alegre, no vale do Maule. É um dos répteis mais característicos da região central do Chile. De aspecto frágil, extremidades curtas e cor marrom-claro com linhas amarelas, se alimenta de insetos e habita entre a região de Coquimbo e a Araucanía. Prefere os solos cobertos de ervas secas próximo ao litoral, em vales e na base das cordilheiras da Costa e dos Andes. De acordo com o regulamento da Lei sobre a Caça, está em estado vulnerável de conservação na região central do Chile.

 

Lumilla (Myrceugenia colchaguensis)

Ph: The endemic plants of Chile – Royal Botanic Garden Edinburgh

Este arbusto endêmico do Chile, que se distribui de forma descontínua entre a região de Valparaíso e a Araucanía, é provavelmente a mirtácea mais rara do Chile. Mede entre 2 e 4 metros, tem uma flor branca e as populações existentes se encontram extremamente fragmentadas como resultado dos incêndios e do desmatamento. Além disso, não é uma espécie protegida em parques ou reservas nacionais. No entanto, foi registrada na propriedade de Idahue e é protegida pelo programa de conservação da vinícola.

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