27 de Outubro, 2026
Rosé sem mitos: 4 coisas que talvez você não saiba sobre esse vinho
Com a chegada dos dias mais longos, das tardes ao ar livre e dos encontros em torno da mesa, o rosé volta a ganhar destaque. Embora seja frequentemente associado ao verão, há tempos deixou de ser um vinho exclusivo de uma estação. Hoje, conquistou seu próprio espaço à mesa, graças ao frescor e à versatilidade. Ainda assim, alguns mitos persistem. Será que ele é sempre doce? É feito a partir da mistura de vinho tinto com vinho branco? Vamos esclarecer algumas das dúvidas mais comuns.
“Rosé é sempre doce”

FALSO. Sua tonalidade rosada e seus aromas de morango e frutas vermelhas levam muita gente a pensar que se trata de um vinho doce. No entanto, a grande maioria dos rosés produzidos atualmente é seca, com frescor, boa acidez e final limpo. As notas de frutas maduras e suculentas percebidas no nariz não significam, necessariamente, que o vinho tenha açúcar residual no paladar.
“O Chile também produz grandes rosés”
VERDADEIRO. Durante anos, a referência em rosés foi a região francesa da Provence. Hoje, porém, o Chile também se destaca com rosés de identidade própria. Um ótimo exemplo é o Marques de Casa Concha Cinsault Rosé elaborado com uvas Cinsault provenientes de vinhas com mais de 60 anos no Vale do Itata, a poucos quilômetros do mar. De coloração rosa-clara com reflexos de damasco, apresenta frescor, notas minerais e textura cremosa, revelando todo o potencial dos vales chilenos para esse estilo de vinho.
“Rosé é uma mistura de vinho tinto com vinho branco”
FALSO. Esse é um dos mitos mais comuns, e sua origem é simples: por causa da cor, muita gente acredita que o rosé é feito pela mistura de um vinho claro com outro mais escuro. Na verdade, o rosé é geralmente elaborado com uvas tintas. A cor está nas cascas das uvas, que permanecem em contato com o mosto por um período curto, de algumas horas a um ou dois dias. É esse contato breve que confere ao vinho sua característica tonalidade rosada.

“É um dos vinhos mais versáteis para harmonizar”
VERDADEIRO. Seu frescor e sua acidez permitem harmonizações com uma grande variedade de pratos. Combina muito bem com queijos e castanhas, mas também com ceviches, sushi, saladas, frutos do mar, pizzas, tábuas de frios e até pratos com temperos marcantes, como os da culinária tailandesa e indiana. É aquele vinho capaz de agradar a diferentes paladares e reunir todo mundo à mesa.
Agora que desvendamos alguns dos mitos mais comuns sobre o rosé, só falta aproveitar. Sirva-o bem fresco, escolha uma boa harmonização e descubra por que esse vinho tem muito mais a oferecer do que apenas uma taça nos dias de verão.
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