Concha y Toro

Francisca Jara 05/04/2021

Tudo sobre vinho

É tempo de vindima!

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O marco mais importante no universo do vinho já está acontecendo no hemisfério sul. É a culminação daquele processo tão especial que une a natureza à mão dos enólogos, agrônomos, trabalhadores sazonais e responsáveis pela adega, para dar origem a esse líquido tão apreciado chamado vinho. A seguir vamos contar em que consiste a vindima e outros detalhes do processo.

Antes de prensar as uvas para coletar seu suco, que será então transformado em vinho, há um acontecimento que é determinante sobre a qualidade do vinho. Estamos falando da colheita, conhecida também como vindima. Este período de colheita das uvas ocorre entre agosto e novembro no hemisfério norte, enquanto que no hemisfério sul acontece entre fevereiro e abril.

No entanto, a vindima é a culminação de um processo que começa muito antes. No caso do hemisfério sul, os cachos aparecem por volta de novembro e dezembro, mas é até o fim de janeiro que os grãos de uvas verdes começam a amadurecer e a mudar de cor. Denominada véraison pelos franceses, esta fase é importantíssima pois a parreira para de destinar energia ao crescimento da árvore, passando a se concentrar em tornar as uvas menos ácidas e mais doces. E no universo do vinho, açúcar é equivalente a álcool.

Esta transformação, que dura de 30 a 70 dias conforme o clima e a variedade de uva, faz com que os cachos verdes adquiram uma cor amarelo-esverdeado nas variedades brancas, ou vermelho, roxo ou negro nas variedades tintas. Os grãos também ficam mais macios e maiores, motivo pelo qual são propensos ao ataque de insetos, fungos e, inclusive, de animais como os pássaros. Por isso, nas semanas anteriores à vindima, o trabalho dos viticultores e enólogos é fundamental. São eles que cuidam e verificam os vinhedos regularmente, degustando as uvas para determinar o sabor dos taninos e encontrar o grau de amadurecimento ótimo (muitas vezes com testes de laboratório para verificar o pH e o grau Brix, que é o nível de açúcar). Estas são decisões cruciais para determinar as características do vinho que será elaborado e a qualidade que ele poderia atingir.

É por todo este trabalho e expectativa, além do espetáculo colorido que as parreiras oferecem por si só, que a vindima é uma das épocas mais fascinantes no mundo do vinho. É a celebração do fim de um processo que une a natureza à mão do homem. Uma ocasião que, além disso, faz lembrar tradições enraizadas em cada região vitícola do mundo: desde o esmagamento da uva até a preparação de comidas típicas.

Depois de os enólogos determinarem que é o momento certo para colher, o processo pode ser realizado manualmente com a ajuda de trabalhadores sazonais (como ocorre com as uvas que dão origem ao Carmín de Peumo, ao Gravas del Maipo Syrah e ao Amelia Pinot Noir)

ou com o uso de máquinas.

Isto depende de cada vinícola, é claro. Em seguida, as uvas são transportadas até a adega (geralmente à noite, para evitar altas temperaturas), onde passam pela correia de seleção para descartar as frutas que não estão em boas condições; as uvas boas passam ao processo de desengace, que separa os grãos do cacho e das folhas. A seguir vem o esmagamento (conhecido antigamente como pisa, em que pessoas descalças pisavam a uva para obter o mosto) e, posteriormente, a fermentação do mosto que dará origem ao primeiro vinho da safra.

Graças à vindima e ao primeiro mosto, serão obtidos os primeiros resultados para determinar se os frutos são aptos para produzir um grande vinho de guarda ou um vinho jovem, por exemplo. É quando se saberá se todos os esforços no cuidado com as parreiras valeram a pena.

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