Concha y Toro

Concha y Toro 04/06/2021

Notícias CyT

Relatório do Vindimia 2021

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A temporada 2020-2021 foi bastante auspiciosa para as diversas marcas de vinhos de alta gama da Concha y Toro.

“A vindima 2021 se mostrou muito promissora. Em termos de tipicidade, foi muito semelhante à de 2018, ano que apresentou grande equilíbrio e qualidade, especialmente em variedades como Cabernet Sauvignon, Chardonnay e Pinot Noir. Com relação ao volume e à qualidade, esta foi uma safra histórica”.

Marcelo Papa, diretor técnico da Concha y Toro.  Enólogo-chefe das linhas Amelia e Marques de Casa. Concha.

 

A temporada 2020-2021 foi muito desafiadora para a viticultura, tanto por causa das contingências ambientais como por ter de enfrentar um novo ano de pandemia. No entanto, as oportunas e acertadas decisões e o trabalho, gestão e coordenação das equipes enológicas, agrícolas e de operações possibilitaram superar os imprevistos e, finalmente, ter uma excelente vindima.

Em função da diversidade geográfica do Chile, é difícil generalizar, disse Papa, mas certos padrões similares estiveram presentes nos diferentes vales ao longo do país. Com relação ao clima, 2020 apresentou, em comparação com as últimas quatro safras, um menor acúmulo térmico, o que teve um impacto positivo em todos os vinhos de alta gama. “Para os vinhos premium, onde se trabalha em setores muito bons, com espaldeiras de rendimento controlado, um ano frio é muito interessante e produz vinhos de excelente qualidade”, explicou o diretor técnico.

As chuvas no final de janeiro e início de fevereiro no vale Central, durante o período de pintor, ou seja, quando as uvas começam a ganhar cor, tiveram leve impacto sobre as variedades de ciclo curto, as quais são afetadas pelas precipitações. No entanto, a influência foi positiva para as cepas bordalesas, pois se desenvolvem melhor em um ambiente mais úmido. “Os Cabernet Sauvignon, Sauvignon Blanc, Merlot e Cabernet Franc estão crescendo em condições ótimas e uma grande qualidade está sendo alcançada”, disse Papa, acrescentando que “de forma geral, as uvas foram colhidas, em média, duas semanas mais tarde”.

Em termos de volume, a safra 2021 obteve um rendimento bastante superior em comparação com a temporada anterior, por ter sido um ciclo generoso em termos de litros e qualidade. Desse volume, praticamente um terço foi destinado para uvas premium e superiores.

 

A VINDIMA EM CADA VALE

A temporada 2020-2021 se caracterizou por ser mais fria do que a média na área devido ao fenômeno La Niña. Quanto à colheita, isto produziu um atraso entre 10 e 15 dias em relação ao período anterior, o que foi bastante positivo pois esta demora na maturação das uvas e uma menor taxa de degradação dos compostos fenólicos (principalmente aromas) contribuíram para a produção de vinhos muito frescos, com boa acidez e intensidade.

“As estimativas de produção estão sendo cumpridas e a qualidade das uvas está conforme as expectativas: saudáveis e com ótima maturação, o que deve resultar em vinhos muito bons”, disse Cristián Carrión, subgerente da Concha y Toro para o Vale do Limarí.

 

Baixas temperaturas, uma quantidade considerável de dias nublados, geadas e garoas, inclusive em pleno verão, foram as condições climáticas observadas durante todo o ano de 2020 no Vale de Casablanca.

“Era evidente que teríamos uma colheita atipicamente tardia e tínhamos que estar muito atentos nesta temporada. O clima era muito diferente de qualquer outro
ano e tivemos que estar monitorando constantemente a evolução e o estado fitossanitário das uvas”, disse Lorena Mora, enóloga responsável pelo Terrunyo Sauvignon Blanc.

Graças às contínuas visitas ao vinhedo e ao constante estudo da fruta, a enóloga pôde constatar que os sabores e aromas estavam se desenvolvendo mais rapidamente do que o açúcar e dessa forma enfrentar as condições desta safra.

O aspecto especial desta temporada foi chegar a uma ótima maturação com uma concentração muito baixa de açúcar. “Teremos um Sauvignon Blanc histórico, que será agradável de beber, muito aromático, fresco e mineral”, acrescentou.

 

O Maipo apresentou características muito semelhantes a outros vales. Foi um período muito fresco, com um acúmulo térmico inferior a anos anteriores, e com a ocorrência de intensas chuvas durante o período de pintor.

Isto significou um atraso na vindima de dez dias em relação à temporada anterior, pois os frutos precisaram de mais tempo para amadurecer.

“Esta chuva não teve impacto sobre a qualidade das uvas, pois trabalhamos principalmente Cabernet Sauvignon, uma cepa que lida melhor com as chuvas prévias à colheita”, disse Francisco Juanicotena, gerente agrícola da Concha y Toro para a zona central.

Em Puente Alto, um dos melhores terroirs do mundo para dar vida ao Cabernet Sauvignon, este clima mais fresco teve um impacto positivo e permitiu uma colheita bem equilibrada, com muita expressão e notas frutadas.

Por sua vez, Isabel Mitarakis, enóloga-chefe da linha Gravas, comentou que “sem dúvida será uma safra muito especial para os tintos. Embora o acúmulo de açúcares não tenha sido a tônica da maturação, a presença de fruta fresca e de uma maior concentração de taninos permitirá a obtenção de vinhos complexos, com grande  estrutura e um excelente potencial de guarda”.

 

Diferente foi a definição dada a esta safra por Marcio Ramírez, enólogo-chefe das linhas Carmín de Peumo, Terrunyo e Gran Reserva Serie Riberas. Isto porque “foi um ano frio, com um acúmulo térmico bastante baixo, que não aumentou muito em janeiro e fevereiro. O resultado foi o amadurecimento muito mais lento das videiras e um atraso de, pelo menos, duas semanas com relação ao ano anterior”.

Em função das fortes chuvas no final de janeiro, de mais de 140 mm, uma série de medidas foram implementadas para a obtenção de uma colheita saudável sem grandes perdas. “Graças ao trabalho árduo e à gestão técnica de nossas equipes, conseguimos superar esta tarefa. Tudo indica que teremos uma produção recorde no
vale”, disse Domingo Marchi, gerente agrícola  da Concha y Toro para o Vale do Cachapoal.

Quanto à qualidade das uvas, o gerente agrícola estimou que esta temporada será extraordinária, especialmente para os Carménère, porque “estão evoluindo lentamente e a maturação dos taninos coincidirá com os brix ideais”.

 

Como em outros vales, a vindima em Colchagua foi bastante particular em relação às anteriores, pois a temporada 2020-2021 não foi só mais fria em termos gerais, mas também as temperaturas durante janeiro e fevereiro, normalmente quentes, foram bastante baixas. Isto influenciou em todo o desenvolvimento das videiras que se apresentava com várias semanas de atraso, especialmente em comparação a 2019 e 2020.

Tudo indica que esta vindima foi um sucesso, tanto em termos de volume quanto de qualidade. Estima-se, portanto, que os vinhos finos deste vale terão uma safra excepcional.

 

No vale do Maule a vindima começou no início de março e se estendeu até 25 de abril. Após as chuvas de janeiro e fevereiro, o clima se manteve estável. Isso quer dizer, dias com temperaturas máximas moderadas e noites frias, o que contribuiu para a obtenção de uma grande expressão de fruta e de taninos muito macios e elegantes.

“Tem sido uma grande vindima, com vinhos de boa cor, suculentos e com muita fruta fresca”, afirmou Héctor Urzúa, enólogo responsável pela variedade Merlot da linha Marques de Casa Concha.

Por sua vez, Rodrigo Acevedo, chefe agrícola do Vale do Maule, especificou que graças ao trabalho e preocupação das equipes de administração das fazendas foi possível resistir bem aos quase 80 mm de chuva em janeiro e preservar a saúde e capacidades dos vinhedos.

Por esta razão, Acevedo avaliou positivamente esta temporada, já que “os volumes de colheita estarão acima do esperado e nossas uvas são de excelente qualidade, superiores às de temporadas anteriores. Tem sido uma vindima muito boa para Maule”.